NOMEADO

José Malhoa

José Malhoa é um dos artistas que se pode considerar como um dos fundadores da história moderna da música ligeira portuguesa e com uma das mais longas e brilhantes carreiras musicais. São 30 anos de dedicação à música portuguesa, com incontáveis êxitos, sempre discos de ouro e várias vezes atingindo o galardão de disco de platina.
Nasceu na freguesia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, no ano 1947 e foi nos bailes da coletividade Alves Rente que começou a cantar: primeiramente, fado, depois música espanhola. Encontrou no artista Tony de Matos, pela preferência das canções românticas, a sua grande referência. Frequentou o Centro de Preparação de Artistas da Rádio, na Emissora Nacional e trabalhou em decoração, mas continuava a cantar. Após a tropa, grava o seu primeiro grande sucesso: uma versão de “Cara de Cigana” (1979), original de Daniel Magal e continua a fazer músicas e a editar discos desde então. Cantava nas alcunhadas “mini-revistas” que andavam pelo país. Ficou a viver no Porto depois de uma atuação no Teatro Sá da Bandeira. Nos anos seguintes, lança os singles “Cristina” (1981), “Amor de Verão” (1982) e “Obrigado Amor Obrigado” (1984). Com a filha Ana Malhoa canta em dupla até aos vinte e poucos anos da cantora, com quem também gravou o disco “Pai Amigo” (1986).
José Malhoa é hoje um nome que dispensa apresentações, cujo sucesso de todos os seus trabalhos fala por si. “Uma Rosa e um Beijo” (1993) foi um dos temas que marcou todo o seu percurso, ou “24 rosas” (1987), de Juan Sebastian, o seu maior êxito, tendo vendido mais de 1 milhão de cópias, e que nos dias de hoje mantém um nível de vendas considerável e constante. Mas tantos outros temas marcaram a carreira deste artista: “Só de vez em quando” (1994), “Sou um homem feliz” (1998), “Contigo no Paraíso” (1998), “Ai morena”, “Macarena”, “Sonhos de Verão” (1999) e o megaêxito de Verão editado em 2004 – “Baile de Verão”, o 31º trabalho da carreira de José Malhoa, seguindo-se “Eu Vou a Todas”, em 2005, onde o artista continua a surpreender o público com a sua vitalidade e energia. Uma linguagem acessível, popular e divertida caracteriza este trabalho,
contribuindo desta forma para a contínua divulgação da cultura nacional, não só em Portugal, mas também nos países que cada vez mais acolhem os nossos artistas. Em 2006 edita mais um sucesso “Vai ter que rezar”, um álbum que reúne boa disposição, ritmo e refrões que rapidamente ficam no ouvido, não pondo de parte algumas baladas, sendo também ele um cantor romântico. No Verão de 2007 José Malhoa brinda-nos com “Duas Rosas”, um álbum com temas carregados de energia e boa disposição e com algumas baladas que irão tornar este CD uma referência romântica na já longa carreira musical deste artista. Em 2011 é editado o álbum “Morena Kuduro“, que mais uma vez mostra a versatilidade musical do artista, tornando-se também ele um sucesso.
José Malhoa é uma prova de vitalidade e uma referência musical no nosso país. Explorando as várias facetas musicais, sabe como ninguém encontrar os ritmos e as palavras na criação de êxitos atrás de êxitos. Dos ritmos quentes às mais frescas baladas, José Malhoa continua, ainda hoje, a saber como encantar e surpreender, pela forma como revela as suas capacidades vocais e interpretativas. Podemos comprová-lo nos trabalhos mais recentemente editados pela Vidisco, “Ela Queria Três” (2022) e “Vamos Ò Baile”, em Maio de 2023..

NOMEAÇÕES

Prémio Música Ligeira e Popular