NOMEADO

T-Rex

T-Rex marcou o ano de 2023 com uma série de conquistas, entre as quais se evidenciam três grandes feitos: a edição do seu álbum de estreia, COR D’ÁGUA, trabalho que bateu recordes enquanto disco mais ouvido no próprio dia e, simultaneamente, na semana do lançamento; e as datas dos Coliseus de Lisboa Lisboa (4 de fevereiro) e do Porto (11 de Março), dois espetáculos em duas das mais nobres salas do país, dois concertos de lotação esgotada dois shows de proporções épicas.

Isto quando 2022, por sua vez, já havia sido um ano de afirmação séria, em que Daniel Benjamim — nome de baptismo do artista do Monte Abraão — era já um dos artistas nacionais mais escutados no Spotify em Portugal, tendo somado dezenas de milhões de streams em cerca 170 países, graças ao seu cruzamento incomparável entre diferentes nuances do hip-hop, com ecos de R&B e afro pop à mistura.

O artista nascido e criado na Linha de Sintra, que integra a alargada família Mafia 73, começou por dar nas vistas em meados de 2018 com Chá de Camomila, um EP que indiciava um enorme potencial muito por culpa de temas como “Chá Preto”. Mas foi em 2018 que a sua identidade veio ao de cima com todo o seu esplendor. T-Rex, que canta e rima e produz, sabendo muito bem o que quer, estudou a fundo uma série de mestres, como confessou numa primeira entrevista ao Rimas e Batidas: além de nomes como Nigga Poison ou Força Suprema e Da Blazz, nos seus fones “rodava muito Sam The Kid, Boss AC, Halloween ou Valete, Regula ou Kalibrados, Da Weasel…”. Fundações para um edifício muito sólido.

Em 2020, o EP Gota D’Espaço, já galardoado enquanto disco de Ouro, reforçou certezas sobre o enorme talento de um artista que desde sempre se recusa a definir por rótulos, preferindo inventar as suas próprias fórmulas. Seguiu-se, em 2022, CASTANHO, também galardoado enquanto disco de Ouro, longa-duração com quantidade e qualidade de temas para a caracterização de álbum — mas que serviu “apenas” de disco preliminar à palete de tons reservados para COR D’ÁGUA, que é atualmente galardoado enquanto disco de platina.

Paralelamente, T-Rex tem vindo a agigantar-se também nos palcos ao longo dos anos: as salas foram crescendo em capacidade, os convites para actuar em festivais foram aumentando de ano para ano, e só nos últimos dois foi possível vê-lo e ouvi-lo em palcos maiores como os dos festivais NOS Alive, Festival F, Sumol Summer Fest, Super Bock Super Rock ou Rolling Loud (um dos poucos artistas lusófonos a tocar num dos festivais de hip hop mais reputados do globo).

Tudo isso – o incansável trabalho de palco, a entrega física e artística aos seus fãs, o cuidado nos vídeos e a séria abordagem ao estúdio, à produção e ao refinamento dos temas – reflecte-se ao longo da sua discografia, mas sobretudo em COR D’ÁGUA, o tão aguardado álbum de estreia cuja adesão massiva catapultou T-Rex para o topo das tabelas.

Esse caminho incansável e sem atalhos fez com que T-Rex tenha cimentado o seu posto no topo das preferências dos ouvintes, sendo o artista nacional mais ouvido em no Spotify Portugal. Prova disso são os seus mais recentes feitos: terminou o ano passado com mais de 40 datas de Norte a Sul do país – e ainda um par de actuações em Angola –, foi o artista nacional mais ouvido do ano – assim como COR D’ÁGUA se revelou o disco mais ouvido do ano em Portugal –, e viu a Hoopers materializar uma homenagem no seu campo de basquetebol de infância, em Monte Abraão, com o chão do recinto pintado com as cores do seu mais recente trabalho a solo. E, por incrível que pareça, esta jornada ainda está agora a começar.

 

NOMEAÇÕES

Melhor Artista Masculino

Melhor Álbum