NOMEADO

Wet Bed Gang

Gorilleyez é o segundo álbum dos Wet Bed Gang, o colectivo rap mais ouvido em Portugal. O conceito pretende satirizar o contexto em que o animal era historicamente utilizado como arma de arremesso racista.

Uma metáfora sobre o gorila enquanto guardião da comunidade que observa e encontra beleza em todas as manifestações da vida. “Em todos os seus movimentos, evidencia propósito e impõe as suas crenças acima de qualquer sistema”, explicam.

A apresentação está marcada para 25 de fevereiro no Campo Pequeno, em Lisboa, e 4 de março na Super Bock Arena, no Porto. “O espetáculo é uma narrativa sobre a Selva de cimento, na perspetiva dos olhos do Gorila”, antecipam os Wet Bed Gang.

As gravaçōes decorreram nos Greatdane Studios, em Paço D’Arcos. As gravaçōes foram feitas por SUAVEYOUKNOW. A mistura e masterização esteve nas mãos do produtor e cúmplice do grupo Charlie Beats. Ambos são também creditados como produtores, assim como Holly e Paris Opera.

O álbum foi antecedido por Gorillaz, single transatlântico com a participação do conhecido rapper brasileiro L7nnon. Em três meses, o vídeo já supera o milhão de visualizaçōes. Em novembro, o single Devia Ir atingiu a marca histórica de 50 milhōes de visualizaçōes. Em 2022, foi a oitava canção portuguesa mais ouvida no Spotify e os Wet Bed Gang foram os quartos artistas mais ouvidos na plataforma – e o único grupo entre os dez mais ouvidos.

Gorilleyez representa a estreia do grupo a gravar para a Sony depois de anos de superação e recordes a operar na independência. Os Wet Bed Gang nasceram em 2013, na Vialonga, a norte da Lisboa, movidos pelo sonho de dois dos co-fundadores, Rossi e Pizzy, de gerar um movimento e uma comunidade que apelasse à resistência, insubmissão e esperança de criar as próprias regras.

Após alguns singles soltos, Kroa (Tomás Sozinho, 1993), Gson (Gerson António, 1995), Zizzy (Pedro Osório, 1995) e Zara G (Lisandro Silva, 1997) deixaram marca no EP Filhos do Rossi, homenagem sentida ao mentor, entretanto falecido, do qual faz parte Não Tens Visto – um momento de viragem no grupo. Poucos meses depois, são editados Mesa Oito e Devia Ir, imediatamente reconhecido como um hino, transversal a públicos, extractos e geraçōes.

Se dúvidas houvesse, o EP IV (2018), que dá voz a cada um dos membros dos Wet Bed Gang, deixava claro estarmos perante um caso à parte de talento e ambição no hip hop português. Antes sequer do álbum de estreia, os Wet Bed Gang já eram um fenómeno ímpar de popularidade.

Em 2021 surge então Ngana Zambi, o primeiro longa-duração cujo verdadeiro significado, traduzido por Bonga, é: “a entidade que abrange todo um conhecimento do ser, da criação, da potência das originalidades, de tudo quanto faz parte da humanidade”. O álbum, do qual saiu o êxito Bairro, bateu o recorde de álbum português mais ouvido numa semana com mais de 1,5M de reproduções.

Uma década depois da fundação, bem se pode dizer que as profecias iniciais estavam certas. Os Wet Bed Gang ousaram de jogar com as próprias regras e o risco compensou. Gorilleyez é também sobre esse processo de emancipação.

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