NOMEADO

Mão Morta

Em 2024 comemoraram-se os 50 anos do 25 de Abril e os 40 anos da fundação de Mão Morta. Dois acontecimentos com nada em comum, salvo o facto de que sem o 25 de Abril, e a liberdade e democracia que trouxe para Portugal ao pôr termo a 48 anos de ditadura, os Mão Morta nunca teriam existido. Numa época em que o perigo do fascismo se torna palpável, tanto em Portugal como em todo o mundo democrático, com a iniciativa ideológica das forças políticas conservadoras e o seu acolhimento privilegiado nos média a dirigir o discurso político dominante, os Mão Morta não podiam deixar de denunciar o ar dos tempos. É sobre este recrudescimento das forças anti-democráticas e do seu comportamento arruaceiro, que usam a democracia para a apologia do fascismo, que versa “Viva la Muerte!”. É uma abordagem artística, através de um álbum e de um espectáculo de palco, onde as referências melódicas e harmónicas da música de intervenção pré-25 de Abril se cruzam com o rock e o experimentalismo próprios da sonoridade do grupo.

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